Parashá Vayikra (E Chamou)

Beit HaDerekh

Lv 1:1-5:26 (6:7)
Is 43:21-44:23
Hb 10:1 -18
Hb 13:10-15

A Parashat Vayicrá Resumida

Este Shabat assinala o início da leitura do terceiro livro da Torá, Sêfer Vayicrá, que trata principalmente dos serviços e responsabilidades dos Sacerdotes.

A Parashá Vayicrá (Vayicrá 1:1-5:26) começa com D’us chamando Moisés para o Mishcan, onde ele receberá os mandamentos a serem definitivamente passadas ao seu povo. A primeira metade da Porção descreve os vários, sacrifícios (corbanot), trazidos pelas pessoas.

Podem ser classificados em três categorias gerais, cada qual dividida em várias graduações de tamanho e custo:
o corban olá (oferta de elevação) que é completamente consumido sobre o altar;
o corban minchá (oferta de alimentos) a qual, por causa de seu conteúdo, é geralmente trazido por pessoas de poucos meios; e o corban shelamim (oferta de paz ou Ação de Graças) parcialmente queimado sobre o altar, com o restante dividido entre os donos e os Sacerdotes.

A segunda metade da porção discute as ofertas requeridas pelo pecado (chatat) e pela culpa (ashan), a serem levadas como expiação por transgressões involuntárias.

Levítico 1

1 Ora, chamou o Senhor a Moisés e, da tenda da revelação, lhe disse: 2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao Senhor, oferecereis as vossas ofertas do gado, isto é, do gado vacum e das ovelhas. 

O Talmud explica que quando na Torah está escrito “Chamou o Senhor a Moisés, é sempre para demonstrar o seu afeto e não somente para dar instruções, pois quando são somente instruções, Ele fala diretamente: Fala aos filhos de Israel.

O Talmud diz que este é o livro mais difícil da Torah, é um livro de muitas leis, um livro normativo e de entendimento complexo a cerca dos sacrifícios apresentados ao Eterno. É também o livro menos lido pelos cristãos.

Há aqui uma coisa aparentemente contraditória, O Livro de Levítico é o mais difícil, porém, tradicionalmente as crianças judias começam o estudo da Torah, pelo livro de Levítico.

E ai vem à pergunta, porque as crianças pequenas começam com o livro mais difícil? Explicam os sábios que os sacrifícios tinham por objetivo tornar o homem puro diante do Eterno, tal como as crianças são puras.

O amor do Eterno se expressa tão profundamente nas crianças como o sacrifício apresentado pelos pecadores arrependidos.

Fazendo um paralelo, as crianças são puras e da mesma forma os sacrifícios somente seriam válidos se fossem apresentados por meio da pureza do pecador verdadeiramente arrependido.

Levítico é apresentado primeiramente as crianças para que elas aprendam a ter temor ao Eterno e também para que elas percebam que devemos levar uma vida de pureza, pois o Eterno exige isto de nós.

Lições da Parashat Vayicrá

De todos os sacrifícios introduzidos na Porção desta semana da Torá, o único        que não requer o sacrifício de um animal é corban minchá קרבן מִנְחָה (oferta de alimentos), uma oferta de farinha misturada com óleo e incenso trazido como uma alternativa de menor custo que as demais.

Mesmo assim, quando a Torá descreve as pessoas que levam cada uma das várias oferendas ao Templo, a única que é destacada e identificada como sendo uma “nefesh – alma” é a pessoa que traz o simples corban minchá (oferta de alimentos).  Levítico 2:1 

 וְנֶפֶשׁ, כִּי-תַקְרִיב קָרְבַּן מִנְחָה לַיהוָה–סֹלֶת, יִהְיֶה קָרְבָּנוֹ; וְיָצַק עָלֶיהָ שֶׁמֶן, וְנָתַן עָלֶיהָ לְבֹנָה. 1 And when any one bringeth a meal-offering unto the LORD, his offering shall be of fine flour; and he shall pour oil upon it, and put frankincense thereon.

O Talmud (Tratado Menachot 104b) diz: “Por que o corban minchá recebe destaque e seu portador é chamado de nefesh, alma”?

D’us declara: ‘Quem geralmente oferece corban minchá? O pobre. Considero seu ato como se ele sacrificasse sua alma por inteiro. ‘ ”

Pode-se deduzir que para alguém que está empobrecido, o ato de separar-se de boa farinha, que de outra forma poderia alimentá-lo é um ato de sacrifício ainda maior que aquele do homem abastado doando um animal de alto preço.

Para o pobre, a farinha é mais que uma grande parte de suas posses: é sua própria vida.

A Torá nos ensina que não é o tamanho do presente que determina a importância do sacrifício; pelo contrário, a importância está nas intenções do doador e nas circunstâncias.

Quando Jacó despachou seus filhos para encontrar o misterioso governante do Egito, enviou com eles uma oferta de sacrifício da alma. Este tributo era de fato pequeno – “um pouco de bálsamo, cera, lótus, pistache e amêndoas” – mas a importância não estava no tamanho.

Estes itens haviam sido cuidadosamente selecionados. Eram iguarias não disponíveis no Egito àquela época. Sua mensagem era de cuidadoso esmero. E de forma bem apropriada, José entendeu que era “um minchá”.

Genesis 43:11

יא  וַיֹּאמֶר אֲלֵהֶם יִשְׂרָאֵל אֲבִיהֶם, אִם-כֵּן אֵפוֹא זֹאת עֲשׂוּ–קְחוּ מִזִּמְרַת הָאָרֶץ בִּכְלֵיכֶם, וְהוֹרִידוּ לָאִישׁ מִנְחָה:  מְעַט צֳרִי, וּמְעַט דְּבַשׁ, נְכֹאת וָלֹט, בָּטְנִים וּשְׁקֵדִים. 11 And their father Israel said unto them: ‘If it be so now, do this: take of the choice fruits of the land in your vessels, and carry down the man a present, a little balm, and a little honey, spicery and ladanum, nuts, and almonds;

Genesis 43:26

 וַיָּבֹא יוֹסֵף הַבַּיְתָה, וַיָּבִיאּוּ לוֹ אֶת-הַמִּנְחָה אֲשֶׁר-בְּיָדָם הַבָּיְתָה; וַיִּשְׁתַּחֲווּ-לוֹ, אָרְצָה. 26 And when Joseph came home, they brought him the present which was in their hand into the house, and bowed down to him to the earth.

De todas as orações diárias dos judeus, a oração mais curta chama-se Minchá. Não contém a introdução nem o encerramento do serviço. Nem as preces Shemá e Barchú .

Basicamente, é composto pelo Shemonê Esrê (18) Amidá (a Prece), mesmo assim chamamos de “Minchá”. Por quê?

Porque, por mais “pobre” que esse serviço possa parecer, é o único que ocorre em meio a nosso dia de trabalho; é o único que nos pede para deixarmos de lado aquilo que estamos fazendo e nos lembremos de que somos apenas súditos do nosso Mestre Todo Poderoso.

Minchá é o único serviço de prece que nos pede para desligar-nos de nossa inclinação mundana e nos retirar para um  encontro com o Eterno. Pode levar apenas quinze minutos, mas é um Minchá.

Lembremo-nos da motivação necessária para as doações, e que não é o valor que importa; o significado e as intenções são igualmente importantes.

De maneira geral os cristãos enxergam o Livro de Levítico como um monte de regras e sacrifícios e mandamentos que não estão em vigor e costumam pula-lo.

Isto é um grande erro, pois, Levítico é um dos livros mais importantes da Torah, citado por Yeshua, citado por Paulo (Shaul), varias vezes. É um livro que serviu de base doutrinaria para o apostolo Paulo.

Se este livro foi essencial para Yeshua e para Paulo, é claro que é importante para a nossa vida hoje. Temos que restaurar a importância da Torah e também a do livro menos lido da bíblia.

De onde você acha que Yeshua tirou quando questionado lá em Mc 12:28-29 qual seria o maior dos mandamentos? Sem hesitar cita Dt 6 (Shemá Yisrael Adonai Elohênu Adonai Echad) e imediatamente Ele citou Lv 19:18 (Amarás o teu próximo como a ti mesmo)

Na realidade o livro de Levítico não é como diz um autor que “Não passa de uma carnificina Judaica, Levítico fala sobre o Amor do Eterno que estende a mão ao pecador arrependido”.

Muitos acham que o “amor ao próximo”foi inventado no novo testamento, mas, o amor ao próximo está em Lv como vimos. Não existe esta historia que o Eterno ficou bonzinho no NT, o Eterno é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

A Torah é a base na Nova Aliança. A Nova aliança é a Torah escrita nos nossos corações. Então porque você não entende você não pode pegar e jogar fora um livro tão importante quanto Levítico, com tantos princípios fundamentais para a vida do homem.

É muito importante diferenciarmos os sacrifícios pagãos dos sacrifícios ao Eterno. Na umbanda, no candomblé, as oferendas são dadas para as divindades com o objetivo de que elas realizem os desejos egoísticos dos homens.

Nos cultos pagãos as pessoas dão oferendas em troca de algo: de casamento, de dinheiro, de prosperidade, de matar alguém, eles desejam comprar a realização de um desejo.

Os sacrifícios e as ofertas da Torah no tempo de Moisés tem como fundamento a adoração ao Eterno, a oferta é dada por agradecimento, pela misericórdia e pelo arrependimento do pecado que você cometeu.

Qual o motivo do Eterno ordenar sacrifícios de animais?

Ensinar-nos que sem sangue não há remissão de pecados.

Isto envolvia o ato de se colocar a mão na cabeça do animal, confessando verbalmente o pecado e o sangue era derramado para demonstrar ao pecador que na realidade a sua vida é que deveria ser tomada por causa do pecado, mas o Eterno em sua misericórdia aceitou a vida do animal como um substituto.

Isto aponta perfeitamente para o sacrifício de Yeshua. Os sacrifícios eram didáticos. Tudo o que acontecia no Templo, no Tabernáculo, todas as atividades que compunham o serviço no Mishcan eram na verdade ferramentas didáticas.

A mão em cima da cabeça do animal enquanto o sacerdote o degolava e ele morria, simbolicamente significava a transferência de sua culpa para o animal.

Pois quem deveria estar ali era o ofertante. Lá no passado o povo aprendeu com o livro de Levítico um principio que vale até os dias de hoje, pois o autor de Hebreus o repetiu SEM SANGUE NÃO HÁ REMISSÃO DE PECADOS.

Esta é a LEI. Eu não tenho como me aprofundar nisto agora mas acredite TODO O SISTEMA SACRIFICIAL ERA DIDÁTICO.D’us queria com isso mudar o espírito e a natureza do homem e se revelar mais ao homem.

Dizem que após a morte de Yeshua todos os sacrifícios cessaram imediatamente no Templo. Isto não é verdade

Somente os sacrifícios denominados CHATÁ E ASHAM é que cessaram imediatamente.

Chatá – Que são os diferentes tipos de oferta pelo pecado visando expiar a transgressão cometida

Asham (Oferta pela culpa) Aquele que se apropriou indevidamente de um objeto sagrado. Pecados involuntários.

Então quer dizer que o sacrifício de Yeshua anulou todas as leis e regras sacrificiais? De maneira alguma. ELE OFERECEU COM SEU SANGUE UM SACRIFÍCIO ETERNO.

O sangue dele verte até hoje perdoando os meus e os seus pecados. Sem sangue não há remissão de pecados.

O sangue dos animais cobria o pecado, trabalhava com a culpa, suprimiam a culpa diante de D’us através do sangue derramado no lugar do transgressor, MAS NÃO TINHAM O PODER DE MUDAR A NATUREZA DO HOMEM. Tanto é que sempre o sujeito estava oferecendo mais sacrifícios.

E Hebreus diz que Yeshua veio e resolveu este problema de uma vez, pois, seu sangue não só cobre o pecado, mas, também muda a natureza do homem e o seu sacrifício é eterno, não precisa ser feito toda vez que pecar.

E a Torah já havia anunciado que isto aconteceria. (Nova Aliança)

Então há inúmeros documentos históricos que comprovam que os mandamentos de Chatá são cumpridos em Yeshua, e que no momento da morte de Yeshua cessou no Templo os sacrifícios por perdão de pecados.

Flavio Josefo registra isto de uma forma enigmática, mas a verdade é que estes sacrifícios deixaram de acontecer.

E os outros sacrifícios? Continuaram a acontecer normalmente. Judeus crentes e discípulos de Yeshua continuaram a oferecer os outros sacrifícios.

Quando Paulo chega de Antioquia em Jerusalém os apóstolos foram recebê-lo, mas tinha ali um probleminha.

Atos 21
18No dia seguinte Paulo foi em nossa companhia ter com Tiago, e compareceram todos os anciãos. 19E, havendo-os saudado, contou-lhes uma por uma as coisas que por seu ministério Deus fizera entre os gentios. 20 Ouvindo eles isto, glorificaram a Deus, e disseram-lhe: Bem vês, irmãos, quantos milhares há entre os judeus que têm crido (CRERAM NO QUE? YESHUA), e todos são zelosos da lei;     21e têm sido informados a teu respeito (BOATOS) que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a se apartarem de Moisés, dizendo que não circuncidem seus filhos, nem andem segundo os costumes da lei.  22 Que se há de fazer, pois? Certamente saberão que és chegado. 

Qual era o problema? É que se isto fosse verdade Paulo seria preso.
Um judeu que está pregando para outro judeu para se afastar da Torah, é um traidor, um falso profeta e a lei manda prendê-lo.

 

Os apóstolos dão uma ordem para Paulo:
23Faze, pois, o que te vamos dizer: Temos quatro homens que fizeram voto;

(QUE VOTO ERA ESTE?). NAZIREU. DE ACORDO COM A TORAH ESTE VOTO SÓ PODE SER FEITO NO TEMPLO. COMO? COM UMA OFERTA DE corban shelamim OFERTA PACÍFICA.

QUAL É A ORDEM DOS APÓSTOLOS PARA PAULO?

24toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles as despesas para que rapem a cabeça; e saberão todos que é falso aquilo de que têm sido informados a teu respeito, mas que também tu mesmo andas corretamente, guardando a lei.  

O QUE ELES FALAM PARA PAULO FAZER?IR AO TEMPLO E OFERECER SACRIFÍCIO PARA ENTREGA DO VOTO DOS 04 RAPAZES.

  25Todavia, quanto aos gentios que têm crido já escrevemos, dando o parecer que se abstenham do que é sacrificado a os ídolos, do sangue, do sufocado e da prostituição.    26 Então Paulo, no dia seguinte, tomando consigo aqueles homens purificou-se com eles e entrou no templo, notificando o cumprimento dos dias da purificação, quando seria feita a favor de cada um deles a respectiva oferta.

O que este versículo está nos mostrando é que o sacrifício no Templo continuou muitos anos após a morte de Yeshua.
E acontece até hoje? Claro que não, pois não há mais Templo.

Se me perguntarem se eu acho que quando o Templo for erguido novamente existirão sacrifícios? Minha resposta é não acredito.

“Retorna, ó Israel, ao Eterno teu D’us; porque tropeçaste em tua iniquidade. Tomai convosco palavras, e retornai ao Eterno; dizei-lhe: Perdoa toda a iniquidade, e ensina-nos o bom caminho; e ofereceremos como novilhos os sacrifícios dos nossos lábios“. (Oséias 14:1-2).

O arrependimento e retorno ao caminho de D’us, sempre foi o método mais agradável a D’us para expiação de pecados. Mesmo quando o Templo esteve de pé em Jerusalém o arrependimento, sem sacrifícios, era aceito para perdoar pecados. Veja o exemplo do Rei David.

O rei David errou quando tomou para si Bat-Sheva como mulher, estando ela ainda casada com outro homem. O profeta Natan repreende o rei David e o mesmo reconhece seu erro, veja como o profeta responde.

 “Então disse Davi a Natan: Pequei contra o Eterno. E disse Natan a Davi: Também o Eterno perdoou o teu pecado; não morrerás.” (2 Samuel 12:13)

David se arrependeu e foi perdoado na hora. Seu perdão não dependeu de sangue, ou gordura e sim de um coração sincero. Veja como ele mesmo descreve no Salmo que escreveu sobre esse acontecimento:

 “Eterno, abra os meus lábios, e a minha boca entoará o Teu louvor. Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em ofertas de elevação. O sacrifício para D’us é um espírito quebrado; a um coração quebrantado e contrito D’us não desprezarás.” (Salmos 51:15-17)

Leia o livro de Jonas e veja como o povo de Nínive, a maior metrópole da época, se arrependeu dos seus pecados e foram perdoados. Nenhum sacrifício foi entregue por eles, a não ser a sinceridade de seu arrependimento.

O Talmud confirma que, após a morte de Yeshua, o ETERNO passou a não aceitar mais o sacrifício de animais no Beit HaMikdash (Templo). Com efeito, relata o Talmud que o sistema sacrificial foi alterado por volta de quarenta anos antes de o Templo ser destruído, isto é, exatamente quando ocorreu a execução de Yeshua

 “Nossos rabinos ensinaram que ao longo dos quarenta anos em que Shimon o Tsadik [Justo] serviu (…) o tecido vermelho se tornou branco. Daquela época em diante, ele às vezes ficava branco e às vezes não… ao longo dos últimos quarenta anos antes de o Templo ser destruído (…) o tecido escarlate nunca mais ficou branco” (Talmud Bavli, m. Yoma 39a-39b).

Este relato talmúdico se refere à atividade do Sumo Sacerdote que sacrificava um cordeiro, amarrando-o a um pedaço de tecido vermelho entre seus chifres. Após o sacrifício, se o tecido ficasse branco, isto significaria que Elohim tinha perdoado os pecados de Israel: “ainda que os vossos pecados sejam escarlates, eles se tornarão brancos como a neve” (Is 1:18).

Afirma o Talmud que o tecido nunca mais ficou branco por volta de 40 anos antes da destruição do Templo, isto é, aproximadamente no ano 30 D.C, que foi justamente a época da morte de Yeshua, haja vista a variação de três a quatro anos no calendário.

Logo, a partir da morte do Mashiach, o sistema do sacrifício de animais para a expiação de pecados não mais era aceito pelo ETERNO! Por quê? Porque agora somente há kapará por meio do sangue de Yeshua HaMashiach!!!

Para consolidar o término do sistema sacrificial, o ETERNO permitiu que os romanos destruíssem o Templo no ano 70 DC, e até hoje perdura esta situação.

Vamos vera a aplicação de Vaycrá- Leviticos para os nossos dias

Qual é o conceito fundamental do livro de Vayicrá? SANTIDADE

É lá que D’us diz várias vezes Vocês serão santos porque Eu sou santo. Santo em hebraico significa separado. Distinto. O único atributo de D’us que você recebeu ordem para imita-lo é ser como Ele: santo.(poderoso, importante).

Santidade é o atributo que devemos imitar. Vayikrá e Chamou é o livro que exalta a santificação do Povo de Israel e dos sacerdotes. O que é uma pessoa se santificar?

É a pessoa se distanciar de sua natureza pecaminosa (Yetzer hará), do pecado e aproximar-se de D’us.

E o Eterno nos chama para sermos santos, por quê? Pois não há como estar próximo de D’us sem sermos separados para Ele. (hb 12;14)

A ordem de santidade não é para os ímpios é para o povo de D’us, para os filhos de D’us é nossa obrigação nos santificarmos para D’us.

A santidade de alguém é medida pelo Eterno pela forma como o individuo se relaciona com o próximo. (Mt 25:31-46).

41 então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai- vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos; 42 porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; 43 era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes.    44 então também estes perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou forasteiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?    45 ao que lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos, deixastes de fazê-lo a mim.    46 E irão eles para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna. 

A consagração e o reinado de uma vida eterna com D’us estará vinculada ao seu tratamento com o próximo. A forma como você trata o próximo é a forma como você se relaciona com D’us.

Não existe nenhuma promessa irrevogável da parte de D’us que quando você faz uma oração pedindo perdão e vive no dia seguinte igual a um troglodita perante D’us e perante todos e no fim da vida acha que tem um lugar reservado para você na eternidade. NÃO TEM.

Salvação é desenvolvida. É consequência do seu relacionamento com o Eterno e com o próximo. É sua conduta que determina a sua aceitação diante do Eterno. Você é salvo pela graça de D’us, mas seu nome não esta escrito no livro da vida de forma irrevogável.

Prova disso:
Êxodo 20-(10 mandamentos 5 relacionados com o Eterno e 5 com o próximo).
Lv 19: 18 Amarás o seu próximo como a ti mesmo.

Salmos 50:8-23
Não te repreenderei pelos teus sacrifícios, ou holocaustos, que estão continuamente perante mim.
Da tua casa não tirarei bezerro, nem bodes dos teus currais.
Porque meu é todo animal da selva, e o gado sobre milhares de montanhas.
Conheço todas as aves dos montes; e minhas são todas as feras do campo.
Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e toda a sua plenitude.
Comerei eu carne de touros? ou beberei sangue de bodes?

Até o V13 o Eterno dá uma lição que a atenção deve estar no arrependimento e não no sacrifício. Ele não está falando contra os sacrifícios e sim contra a forma errada de conduzi-los.

Oferece a Deus sacrifício de louvor, e paga ao Altíssimo os teus votos. (cuidado com as orações maravilhosas mas só da boca pra fora)
E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.
Mas ao ímpio diz Deus: Que fazes tu em recitar os meus estatutos, e em tomar a minha aliança na tua boca?

Este aqui que D’us se aborrece com ele é aquele que sabe todas as orações matinais, estudioso dos preceitos, estudioso da Torah. De que adianta estudar a Torah? Se você odeia a disciplina e rejeitas as minhas palavras?

Visto que odeias a correção, e lanças as minhas palavras para detrás de ti.
Quando vês o ladrão, consentes com ele, e tens a tua parte com adúlteros.
Soltas a tua boca para o mal, e a tua língua trama o engano.
Assentas-te a falar contra teu irmão; falas mal contra o filho de tua mãe.·.

Estas coisas tens feito, e eu me calei; pensavas que era tal como tu, mas eu te arguirei, e as porei por ordem diante dos teus olhos:
Ouvi, pois isto, vós que vos esqueceis de Deus; para que eu vos não faça em pedaços, sem haver quem vos livre.
Aquele que oferece o sacrifício de louvor me glorificará; e àquele que bem ordena o seu caminho eu mostrarei a salvação de Deus.

ISAIAS 29:13 ISAIAS 58: 6-10 HB 10: 19-25.

Que o conceito de santidade seja restaurado. Não siga o mundo, pois este vai de mal a pior. Seja cordial, esta é uma qualidade em extinção. Pare de pensar somente no seu próprio interesse. Ter os preceitos de D’us nos seus lábios e ter a Lei dele na sua mente, não é o mais importante, o viver este preceitos com o nosso próximo isto é o importante.

D’us não está nesta santidade que o mundo te ensinou. D’us tudo vê e tudo vai voltar para você um dia. Nenhuma mentira passa desapercebida. Nenhum engano passa despercebido. Se não há arrependimento e conserto tudo volta para a sua vida e em dobro.

A bíblia diz que D’us paga a quem Ele deve, mas Ele também cobra de quem deve a Ele. D’us não quer saber dos 613 mandamentos quantos você sabe de cor. Vamos nos lembrar disso.